Rota da Lavanda: Moustiers-Sainte-Marie

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Instalada entre campos de lavanda e as Gorges du Verdon, os desfiladeiros do rio Verdon que tem 175km de extensão e que alimenta o belo Lago de Sainte-Croix, fica a cidadezinha de Moustiers-Sainte-Marie, listada como um dos mais belos vilarejos da França e é conhecida pela fabricação de faiança, um tipo de cerâmica branca. A primeira impressão que temos logo que avistamos a cidade, ainda da estrada que nos leva até ela, é que trata-se de um vilarejo esculpido das pedras que o cercam. E foi justamente desta forma que teve início a ocupação da região, que remonta há 30 mil anos, sendo que o ocupação do atual vilarejo teve início no século V, quando monges de Lérins (ilhas próximas à Cannes) se instalaram nas grutas, instalando ali o monastério, ou “moustier” como era dito na idade média.

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Sobre Moustiers-Sainte-Marie

Entre o topo de duas colinas, pendurada por longas correntes e situada logo acima da capela de Notre-Dame-du-Beauvoir fica a estrela de Moustiers, que deu origem à algumas lendas que tentam explicar sua presença no local. Uma das histórias em torno da estrela é de autoria do poeta provençal e prêmio Nobel de literatura, Frédéric Mistral, e diz que a estrela foi pendurada por um cavaleiro cruzado que foi capturado pelos sarracenos no século XII, e então fez a promessa de que se voltasse vivo à sua cidade natal, Moustiers, ali penduraria uma estrela e suas correntes em homenagem à Maria. As outras histórias evocam os reis magos, casos de amor, mas nenhuma explicação dada até hoje foi autentificada, prevalecendo o mistério e a lenda. Até o momento, 11 estrelas foram penduradas no local, uma após a queda da outra, e a estrela que é vista atualmente na cidade data de 1957 e mede 1,25m. A cidade é também comparada à um presépio provençal, e olhando de longe, com a estrela no alto, realmente evoca um presépio, e quem é de Belo Horizonte e conhece o famoso presépio de Pipiripau pode encontrar algumas semelhanças…

Ao caminhar pelas ruas estreitas da cidade vemos várias lojinhas provençais vendendo faiança, mas também azeite, azeitonas e lavanda, que é cultivada na região. Além disso, a cidade oferece ao visitante todo o charme da Provença, com suas casinhas em cores de ocre e suas janelas cuidadosamente pintadas e enfeitadas de flores. Prepare-se para subir as escadas que levam até a capela de Notre-Dame-de-Beauvoir e desfrutar de uma vista privilegiada do vale e verificar porque a cidade faz parte do comitê dos mais belos vilarejos da França! Não deixe de visitar o Museu da Faiança, que é aberto de quarta à domingo, de 10h às 12h30 e de 14h às 18h.

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Igreja Notre-Dame-de-Beauvoir no meio da colina, e a estrela de Moustiers entre os dois picos
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Vista da subida pra igreja

Quando ir à Moustiers-Sainte-Marie

Entre abril e outubro o vilarejo vive graças às suas atividades voltadas ao turismo: as lojas vendem os produtos típicos como a porcelana faïence e os azeites saborosos produzidos pelas oliveiras do vale. Hoje ainda há cerca de vinte ateliers de faïence em funcionamento na região, e a cidade também conta com o Museu da Faïence (aberto entre 10h e 12h30, e de 14h às 18h, tarifa 3€). Há também possibilidade de visitar ateliers e conhecer o processo de fabricação da faïence.

Se vier à região entre meados de junho e início de agosto, faça o percurso (aproximadamente 100km) entre Aix-en-Provence e Moustiers-Sainte-Marie passando pelo plateau de Valensole, onde ficam as plantações de lavanda da região. Nem todos os pequenos arbustos são lavanda, a maioria é de lavandin, mais cultivado por ter maior produtividade, tendo a lavanda sua essência mais apreciada em perfumaria por ser mais forte. A diferença entre as duas pode ser vista no ramo de flores: a lavanda apresenta somente um pequeno bouquet de flores roxinhas na sua ponta, enquanto o ramo do lavandin conta com um bouquet principal e outros pequenos bouquets em suas laterais, pouco abaixo do maior. As platanções exalam um perfume delicioso e compõem uma paisagem paradisíaca, emolduradas pelas colinas onde se encontra a cidade de Moustiers-Sainte-Marie.

O que fazer nos arredores de Moustiers-Sainte-Marie

Ainda no período estival podemos desfrutar das temperaturas amenas das águas do Lago de Sainte-Croix, além de aproveitar pra explorar o lago de pedalinho, que pode ser alugado no local. Mas é bom atentar à previsão do tempo: caso o mistral esteja soprando, o acesso de pedalinho ao canyon do Verdon é fechado, mas o passeio pelas águas do lago continua liberado. E pra quem gosta de sensações fortes, a região é palco pra  prática de diversos esportes muito bacanas, dentre eles o voo de parapente, que pudemos fazer no Luberon, e onde tivemos uma vista privilegiada da Provence.

Ainda não experimentamos ver a região do Verdon e da lavanda do céu, mas depois de ver um céu um tanto movimentado com diversos parapentes, acho que não vai tardar pra gente repetir o feito por lá! No site do escritório de turismo eles indicam as empresas que oferecem o serviço, além de uma lista de outros esportes que podem ser praticados na região, vale conferir e programar porque ver o pôr-do-sol na Provence de camarote vale qualquer friozinho na barriga! Bom passeio!

Outros passeios na região de Moustiers-Sainte-Marie:

Campos de girassol e lavanda do plateau de Valensole
Gorges du Verdon
Gorges de Baudinard

 

 

Située entre les camps de lavande et les Gorges du Verdon, rivière qui a 175km de longueur et où se trouve le beau lac de Sainte-Croix, l’on découvre le petit village de Moustiers-Sainte-Marie, qui appartient à  la sélection des plus beaux villages de France et qui est également connu pour sa faïence, un type de céramique blanche.

La première impression qui l’on a lorsque nous apercevons le village c’est qu’il s’agit d’un village entaillé dans les rochers qui l’entourent. Et c’est justement ainsi qu’a commencé l’occupation de la région il y a 30 mille ans, mais l’occupation effective du village n’était qu’au V siècle, quand les moines de Lérins se sont installés dans les grottes et cette présence ecclésiastique  au moyen âge.

Entre le sommet de deux collines, pendue par des longues chaînes et au dessus de la chapelle de Notre-Dame-du-Beauvoir l’on voit l’étoile de Moustiers qui a donné origine à quelques légendes qui prétendent expliquer sa présence. Selon la légende de Frédéric Mistral l’étoile a été installée par un chevalier croisé qui était capturé par les sarrasins au XII siècle et qui avait fait la promesse d’installer dans son village, si jamais il y reviendrait un jour, une étoile et sa chaîne en hommage à Marie. D’autres légendes évoquent les rois mages, des histoires d’amour, mais aucune n’a été authentifiée, prévalant le mystère et les légendes. Jusqu’à nos jours 11 étoiles ont été suspendues, l’une après la chute de l’autre, et celle qu’on voit aujourd’hui date de 1957 et mesure 1.25m. La ville est aussi comparée à une crèche, et effectivement lorsqu’on la regarde de loin, avec l’étoile surplombant, ça nous évoque tout de suite l’image des crèches provençales, et m’a même évoqué la crèche qui a fait partie de mon enfance au Brésil, la jolie crèche de Pipiripau.

Il faut se promener dans les rues étroites pour découvrir toutes les petites boutiques provençales qui vendent des nombreuses produits en faïence, mais aussi les olives et son huile, ainsi que la lavande cultivée dans la région, en plus du charme provençal, avec ses petites maisons en ocre et les fenêtres soigneusement peintes et décorées avec les fleurs de saison. Préparez-vous pour monter les marches qui mènent à la chapelle Notre-Dame-du-Beauvoir et profiter d’une vue privilégiée de la vallée et vérifier la raison pour laquelle le village est l’un des plus beaux de France! Une autre visite à faire c’est au Musée de la Faïence, ouvert de mercredi au dimanche, de 10h à 12h30 et de 14h à 18h.

Si vous venez en Provence entre mi-juin et début août prenez la route pour aller d’Aix-en-Provence à Moustiers-Sainte-Marie (100km environ) qui passe par Valensole, où sont la plupart des champs de lavande et lavandin de la région. La différence entre la lavande et le lavandin peut être constatée lorsqu’on regarde les fleurs: la lavande ne présente qu’un seul épis de fleurs par pédoncule, tandis que le lavandin en présente trois. Les plantations dégagent un délicieux parfum et forment un magnifique paysage complété par les collines où se trouve le village de Moustiers.

Toujours dans la période estivale nous pouvons profiter des températures agréables de l’eau du Lac de Sainte-Croix et le découvrir en pédalo, mais attention à la météo: si le mistral souffle fort, nous n’avons accès qu’à une partie du lac et pas aux gorges en pédalo. Bonne visite !

37 Responses

  1. Fernanda

    Ola Natalia!!! Acha que vale a pena fazer essa região em abril? Estarei la na metade de abril e não sei qual a melhor rota para tomar, já que não estará florido.. Adorei o post! Desde já agradeço! Beijos

  2. Keyla

    Oi Natália, tudo bem? Irei em julho para Avignon, onde farei base para conhecer a Provença, e de lá seguirei para Nice. Gostaria de passar pelos locais que você indicou neste post no caminho. Você acha viável? Desde já, obrigada pela atenção

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